Visões
Tv Digital no Brasil
Há alguns anos já vem se falando em implantar um sistema brasileiro de televisão digital. Nesta semana o assunto parece ter voltado á tona com a notícia de que o ministro das comunicações Hélio Costa quer definir o padrão para a TV Digital na 1ª semana de janeiro, tal como vem sendo noticiado na imprensa:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u102142.shtml
A princípio pensou-se em desenvolver um produto nacional, que não seguisse os princípios de outros países e que privilegiasse os interesses nacionais, valorizasse a criatividade da indústria nacional e acabasse com a “dependência tecnológica em relação a outros países”, como pode ser visto no link:
http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=133006
O que houve foi uma série de conflitos de interesses. De um lado as empresas multinacionais que queriam que o sistema fosse implantado rapidamente, e inevitavelmente tendo que escolher um dos padrões já existentes, e do outro lado estava o interesse do Brasil em avançar tecnologicamente com os investimentos em pesquisa na criação de seu próprio padrão. O interesse das empresas, é claro, deve-se ao fato de que países desenvolvidos já usam TV digital, segundo um dos três padrões, e portanto abriria-se um mercado gigantesco de exportações que hoje é impossível com nossa tecnologia atual.
Muita esperança foi depositada na elaboração de um produto nacional, mas no final, ao contrário do que muitos esperavam, o governo brasileiro escolherá um dentre os três padrões atuais, o americano, o europeu ou japonês para as transmissões da TV Digital brasileira. No padrão escolhido, pretende-se incorporar as pesquisas já realizadas pelas universidades brasileiras e agregadas as oportunidades de desenvolvimento de tecnologia nacional.
Quanto ao preço para o consumidor, segundo o ministro, irá se gastar entre R$ 40 e R$ 150 para assistir às transmissões da TV Digital sem precisar comprar uma televisão nova. Esse seria o custo estimado para os diversos tipos de conversores em estudo.
A diferença vai depender dos recursos incluídos no conversor. De acordo com o ministro: "Se quiser apenas o básico, da alta definição do som e da imagem na televisão, é um conversor; se você quiser interatividade, você tem, além da imagem e do som, a capacidade de se comunicar com a pessoa do outro lado; se você quiser ainda receber a TV digital via satélite, é outro tipo de conversor".
O ministro adicionou que é preciso saber se do é possível incluir todos os recursos da TV Digital num só conversor. "Imaginamos que podemos ter vários tipos de conversores. O básico deve ficar em torno de R$ 40", disse. Hélio Costa sinalizou durante a audiência no Conselho de Comunicação Social que o governo poderá licitar novos canais de TV com a chegada da TV Digital. Mas isso será possível apenas nas regiões onde houver disponibilidade no espectro por enquanto. "Você precisa permitir novos players", disse Costa.
O levantamento sobre a distribuição de canais de TV está sendo feito pela Anatel.
Para iniciarem as transmissões digitais, as emissoras de TV terão direito a um canal paralelo. Após o período de dez anos de transição, quando deixarem de fazer transmissões analógicas, elas deverão devolver ao governo o canal analógico, para que ele possa ser colocado em licitação
Um dos grandes benefícios, além da melhor imagem, som e interatividade, é a possibilidade de usuários com essa tecnologia poderem conectar-se a Internet com uma Tv. Ensino a distância é mais um belo exemplo do que pode dar certo, através da iteratividade permitida com esta tecnologia. Com o Brasil tendo 90% de seus lares com uma televisão, isso sem dúvida diminuiria o grave problema da inclusão digital e do acesso a informação.
Mais referências em:
http://www.mc.gov.br/tv_digital1.htm
http://www.softwarelivre.org/news/4706
http://www.telaviva.com.br/telaviva/revista/153/capa.htm
http://www.comunica.org/pipermail/crisal_comunica.org/2005-October/001183.html
Ulisses Kendi Hayashida 10Dez05
